DESEJOS OCULTOS.
Amanheceu,
Aos poucos a tênue luz do sol ganhou o céu, e os seus primeiros raios despontaram no alto da montanha, era final de novembro, as poucas nuvens que guardavam a colina dissiparam-se repentinamente e o azul celeste apontava o início de um novo dia.
Beatriz acordara cedo, sentiu o aroma do café invadir o seu quarto, os raios do sol o iluminava timidamente pelas frestas da janela, enquanto na cozinha, a prima Lúcia terminava de ajeitar a mesa do café. Cozinheira habilidosa, ela havia preparado um delicioso bolo, o preferido de Beatriz, bem como frutas, sucos entre outras delícias.
Era a primeira férias das duas primas no chalé da família. Beatriz era médica, trabalhava na capital, depois de anos de intermináveis plantões conseguiu finalmente as férias de seus sonhos, 'isolar-se do mundo moderno'. Para não ficar totalmente solitária, Beatriz convidou a prima Lúcia, que depois de certa insistência de Beatriz aceitou passar alguns dias no chalé.
As duas cresceram juntas, e desde a infância sempre confidenciaram segredos uma a outra.
Lúcia tinha a mesma idade da prima, de olhos verdes, cabelos longos e negros, corpo perfeito, estatura mediana, praticava esportes com frequência, o que lhe proporcionou um corpo de curvas invejáveis.
Beatriz, aos trinta anos conseguiu o sucesso profissional tão desejado, porém, a vida amorosa era um desastre, fugia de qualquer compromisso sério. Beatriz também desfilava beleza, olhos negros, cabelos curtos, seios fartos, corpo perfeito. Havia no entanto, certos desejos que Beatriz escondia até mesmo da prima. A admiração dela por Lúcia cresceu nos últimos anos, ao ponto de perceber que aquele sentimento ia muito além da amizade, que aos poucos transformava-se em um desejo puramente sexual. Beatriz nunca teve relações sexuais com outras mulheres, entretanto, a ideia de experimentar novos campos a dominava, em especial quando na presença de Lúcia. A prima trazia-lhe excitação, desejos, sonhos, que aos poucos ficavam cada vez mais descontrolados.
A ideia do chalé, a propósito, foi a forma que Beatriz encontrou de pôr em prática o seu ousado plano de conquistar Lúcia, que por sua vez, acabava de sair de um complicado relacionamento, a moça havia sido traída pelo namorado com a melhor amiga, a dor, a decepção amorosa, tudo contribuiu para que Lúcia aceitasse o convite de Beatriz, que, naquele momento percebeu na angústia da prima a oportunidade de conquistá-la.
Beatriz foi direto para a cozinha, Lúcia terminava de arrumar a mesa.
- Bom dia bela adormecida. Dormiu bem?
Disse Lúcia muitíssimo animada.
- Bom dia Lu, e como… Fazia tanto tempo que eu não tinha uma noite decente de sono, me sinto renovada.
- Agora entendo o motivo que a fez escolher esse lugar.
- Esse é o melhor lugar para estarmos, só nós duas e mais ninguém.
- Outra companhia não seria ruim, mas, devido às circunstâncias…
- Esqueça isso Lu, vamos aproveitar.
Assim como Beatriz, Lúcia estava de pijama, o de Lúcia era vermelho claro, curto, tecido fino, quase transparente, ela não usava as peças íntimas, de modo que era possível vislumbrar parte de seus seios. Os olhos de Beatriz prenderam-se no corpo escondido no prima, na mesma hora sentiu um fogo lhe queimar por dentro, os olhos brilhavam, o desejo insano de possuí-la à atormentava, o tesão era tamanho que no mesmo instante sentiu a sua intimidade latejar. As maçãs do seu rosto estavam avermelhadas, ela não conseguiu prestar atenção no que Lúcia dizia, o olhar perdia-se no corpo da prima, que, Lúcia por sua vez, não demorou muito para perceber qualquer coisa de diferente em Beatriz.
- Tudo bem contigo Bete? Você está… Estranha… Tem certeza que dormiu bem?
- Sim!- respondeu Beatriz tentando disfarçar - claro, está… Está tudo bem.
- Parece distante.
- Não é nada amiga, talvez seja resquícios do cansaço e daqueles plantões intermináveis.
- Não parece amiga, mas… Tudo bem, agora acorda e vamos tomar nosso café, depois vamos para a piscina, o dia está propício para um banho de piscina, bronzear o corpo, e principalmente, descansar a alma, mente, e o coração, o que você acha da ideia?.
- Com certeza ótima - respondeu Beatriz animada com as possibilidades daquele momento - quero muito bronzear meu corpo.
- Eu também.
Embora o desejo de Lúcia realmente fosse a piscina, o de Beatriz foi muito além de um simples banho, tudo parecia contribuir para que ela conseguisse realizar os seus desejos mais insanos e devassos. Beatriz colocou um biquíni minúsculo que não tampava quase nada, Lúcia já estava à beira da piscina quando a prima apareceu, Lúcia ficou surpresa ao vê-la quase nua.
- Mulher! Que isso?
- Quero aproveitar 'meu bem', estamos isoladas nesse paraíso, quero ter liberdade, total, livre como um passarinho.
- Passarinho estranho esse.
Beatriz então arrancou minúsculo biquíni ficando completamente nua, o corpo desfilava curvas majestosas, sua parte intima devidamente depilada, o sol iluminando aquele corpo escultural. Lúcia arregalou os olhos assustada com a atitude de Beatriz.
- Mulher! Você bebeu é? Que isso…
- Não sou de ingerir bebidas meu bem, e o que tem demais mostrar esse corpinho delicioso… Se eu fosse você tiraria tudo também.
- Ah, sei não… sei não se eu tenho…
- Para de besteira Lu, sempre tomamos banho juntas, não tem nada aí que eu já não tenha visto, vamos, tirar tudo, mostra esse seu corpão maravilhoso… Vai logo mulher.
- Éramos crianças né Bete, é diferente…
- Pare com isso Lu, tira logo tudo, vamos sua medrosa, não vai aparecer ninguém aqui, e depois poderemos bronzear o corpo inteiro.
Relutante, Lúcia despiu-se lentamente, o seu corpo revelava curvas perfeitas, Beatriz não conseguia tirar os olhos da prima, seios simétricos, perfeitos, intimidade também raspada, o que só fez aumentar o tesão de Beatriz, que, aquela altura, já estava toda úmida, a vontade era agarrar a prima, de beijá-la inteira, mas era preciso paciência, cautela. Beatriz percebeu que o ambiente começava a ficar propício aos seus desejos.
À beira da piscina, ao sol escaldante, debruçada de costas, Beatriz pediu para que Lúcia passe protetor solar em suas costas, 'em toda ela', dizia, incluindo o bumbum, Lúcia achou desnecessário tudo aquilo, fez a vontade de Beatriz.
Suas delicadas e pequenas mãos lentamente deslizaram pelo corpo de Beatriz, com suavidade em movimentos circulares e com delicadeza, começando no pescoço, descendo lentamente, massageando cada parte, Lúcia começou a perceber o quão belo e perfeito era o corpo da prima, que por sua vez, aos toques de Lúcia, sentia a sua intimidade pulsar, principalmente quando Lúcia tocava na perfeita simetria do seu bumbum e na parte interna das coxas. Lúcia também começou a sentir algo estranho, percebeu que a prima estava extremamente excitada, a princípio não disse nada, logo Lúcia notou todo o tesão de Beatriz, que, naquele momento, gemia baixinho aos toques delicados e precisos da prima, Lúcia pensou em parar, mas alguma coisa a fez continuar, ela também parecia estar gostando.
- Pronto - disse Beatriz levantando-se bruscamente, Lúcia assustou-se - deite-se agora menina, - disse Beatriz - minha vez de passar protetor em você, ou vai querer ficar vermelha como pimentão?
Dessa vez Lúcia não protestou, sem nenhuma relutância deitou-se na mesma posição em que Beatriz estava, enquanto a prima começava a massageá-la com o protetor. Às mãos macias da doutora indo de alto abaixo de seu corpo, Lúcia aos poucos, por mais que tentasse relutar aos seus desejos, ia se entregando aos toques precisos daquelas delicadas e habilidosas mãos. Não demorou para sentir sua intimidade úmida, que àquela altura também latejava. Lúcia nunca havia sentido nada parecido, era um estranho sentimento misturado à um prazer intenso nunca sentido, mas era bom, extremamente bom, lentamente Lúcia entregava-se aos desejos que a envolvia. De repente, em um gesto ousado e sem pensar, as mãos de Beatriz tocou-lhe na intimidade suavemente, massageando lentamente o clitóris, tão logo Beatriz esperou uma repreensão de Lúcia quanto ao gesto, porém, veio a surpresa, a prima estava gostando, e, abrindo um pouco mais as pernas inclinando levemente o bumbum, a intimidade de Lúcia latejava, estava ainda mais úmida, vermelho intenso, ela também gemia de prazer, mordia os lábios, enquanto Beatriz, percebendo o desejo recíproco que as envolvia continuou o procedimento com mais intensidade. Lúcia virou-se, olhou Beatriz fixamente - a prima esperou a repreensão - e sem nada dizer, agarrou-a beijando-lhe os lábios de modo agressivo, selvagem, seios com seios, língua com língua, ora nos mamilos e pescoço, eram beijos cheios de desejos reprimidos, molhados, e na dança dos lábios, na língua com língua, não houve palavras de nenhuma parte, apenas a entrega de uma a outra, gemidos, prazer intenso.
Lúcia deitou-se novamente, dessa vez de frente para Beatriz, abriu as pernas, a intimidade vermelha incandescente, a indecência da paixão queimava-lhe nos olhos, Beatriz tocava-lhe novamente, ora com os dedos massageando-a, ora com dois dedos sendo introduzida, ora com os lábios sugando as coxas, os seios, tudo latejando de um prazer ensandecido. Ela pedindo mais, enquanto Lúcia gemia alto, contorcendo-se de prazer. Até que chegou ao seu ápice, uma, duas, várias vezes.
O mesmo procedimento foi repetido por Lúcia em Beatriz, massageando-lhe o corpo interior com seus lábios, era a primeira vez que a prima fazia àquilo, Lúcia copiou tudo quando Beatriz fez, que por sua vez, também gemia de prazer. Quando os lábios de Lúcia tocou-lhe mais embaixo, sentiu o seu corpo estremecer igualmente ao da prima, Lúcia introduziu-lhe os dedos, às vezes a manobra fazia-se com a língua, com uma ferocidade animal, como uma fera enlouquecida sobre a presa. Beatriz também atingiu o ápice do prazer várias vezes, gemeu. Não houve palavras, apenas os gestos tomando lugar das palavras, beijos descontrolados, gemidos, urros, era somente a entrega de uma para outra.
Somente depois que Beatriz veio a perceber que a prima também nutria iguais desejos aos dela, contudo, por anos tentou esconder e reprimir seus desejos de si mesma, mas agora, a fera estava à solta, e Beatriz, de caçadora se tornou a caça, sendo devorada por lábios tão selvagens quanto os seus.

Nenhum comentário:
Postar um comentário